Mas, isto é realmente um problema?

Nas últimas semanas publicamos uma série de cinco posts (1234 e 5) sobre os motivos pelos quais uma pessoa não procura um emprego melhor, mesmo se sentindo insatisfeita, contestada, mal paga ou desvalorizada no trabalho.

Várias pessoas me enviaram e-mails dizendo que, do modo que as coisas foram mostradas, parece que todo mundo que está empregado deveria estar procurando um  emprego.

O intuito dos posts foi somente causar alguma reflexão. Afinal, apesar do fato de alguém estar se sentido numa das situações citadas acima, ainda assim, talvez a pessoa precise permanecer no seu emprego atual.

Considerando-se a escala das necessidades de Maslow, vista acima, e relembrando brevemente o que constitui cada segmento temos:

1. Necessidades fisiológicas: São aquelas que se relacionam com o ser humano como ser biológico. São as mais importantes: necessidades de manter-se vivo, de respirar, de comer, de descansar, beber, dormir, etc. No ambiente de trabalho: o trabalho deve satisfazer as necessidades de sobrevivência do funcionário. Ter um salário decente ajuda os funcionários a progredir na pirâmide e não se preocupar com a sobrevivência no nível mais básico.

2. Necessidades de segurança: São aquelas que estão vinculadas com as necessidades da pessoa se sentir segura, isto é, em ordem, com segurança, de conservar o emprego etc. No trabalho: um empregador deve proporcionar ambiente em que os funcionários não tenham medo de falar o que pensam com medo de perder o emprego. Além disso, o ambiente de trabalho deve ser seguro para todos os funcionários, independentemente de raça, sexo ou status.

3. Necessidades sociais: referem-se a manter relações humanas com harmonia: sentir-se parte de um grupo, ser membro de um clube, receber carinho e afeto dos familiares, amigos, etc. No trabalho: o sentimento de segurança no emprego é a melhor maneira de atender a essa necessidade. No trabalho: Um componente-chave do engajamento dos funcionários é o sentimento de pertencer a algo. A empresa deve formar uma equipe com funcionários e indivíduos dispostos a trabalhar juntos e se aceitarem mutuamente.

4. Necessidades de estima: Existem dois tipos: o reconhecimento das nossas capacidades por nós mesmos e o reconhecimento pelos outros das nossas capacidades Em geral é a necessidade de sentir-se digno, respeitado por si e pelos outros, com prestígio e reconhecimento, poder, orgulho etc. No trabalho: as pessoas querem se sentir valorizadas, por isso é crucial que a empresa crie um ambiente que dê espaço a todos para compartilhar ideias e criar conexões entre colegas de trabalho. Um código de conduta pode apoiar uma comunicação eficaz e responsável. Além disso, a criação de oportunidades claras para promoções ou oportunidades de liderança pode incentivar a autoestima em indivíduos esforçados.

5. Necessidades de autorrealização: Também conhecidas como necessidades de crescimento. Incluem aproveitar todo o potencial próprio, ser aquilo que se pode ser, fazer o que a pessoa gosta e é capaz de conseguir. Relaciona-se com as necessidades de estima: a autonomia, a independência e o auto controle. No trabalho: em sendo atendidas as necessidades anteriores, os funcionários podem alcançar um estágio de autorrealização, que para o negócio significa um funcionário altamente envolvente que trabalha duro, apoia os outros e sente que ele desempenha um papel importante na empresa.

Assim, uma coisa que as pessoas têm que ter cuidado é com suas finanças ao pensar em uma troca de emprego. Você precisa ter dinheiro guardado para, caso as coisas não deem certo no novo emprego, você poder cuidar de sua família por pelo menos seis meses. Se você não tem uma rede de segurança ao mudar de emprego você pode estar submetendo sua família a um alto risco financeiro. Você estaria nas escalas 1 ou 2 da pirâmide de Maslow.

Mas, qualquer que seja o patamar da pirâmide de Maslow em que você se encontra você precisa ter algum nível de certeza de que não está se arriscando por nada. Em função disto é preciso conhecer algo da empresa para a qual você pretende ir: como está a situação financeira dela, em que mercados ela atua, quais são seus principais produtos e como a empresa é vista pelo público, etc. A própria entrevista de emprego pode ser usada para levantar mais dados, caso o que existe na internet atualmente não seja suficiente para deixar você tranquilo.

É preciso, também, analisar as descrições do cargo para o qual você está se candidatando. E fazer uma correlação muito honesta sobre as qualidades, conhecimentos e comportamentos que você pensa que possui.

Em vista disto, é preciso estar continuamente se atualizando com leituras, visitas a feiras de negócios, cursos presenciais ou à distância, melhorando o networking, etc.

Também considere que nenhum emprego é realmente seguro. Eu mesmo já passei duas vezes por situações que foram totalmente inesperadas: em ambas as vezes as empresas foram compradas por outras e, quando isto acontece, os funcionários da empresa comprada são considerados os piores do mundo e é neste grupo que os cortes acontecerão. Nas duas vezes eu não fui atingido, mas vi muitas pessoas de bom desempenho serem eliminadas do quadro.

Tudo precisa ser considerado quando se pensa em mudar de emprego. Mas, novamente, onde não há risco os ganhos são pequenos. Você só precisa avaliar os riscos.

Sucesso para você!

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SOBRE O AUTOR:

Vladimir de Lima

Vladimir , cofundador da MUPE, tem grande experiência nas áreas operacionais e de gestão em empresas de nacionais e multinacionais, conseguindo impactantes reduções de custos de aquisição e de custos com pessoal através da implantação de processos mais racionais. Também é um entusiasta do treinamento através de abordagens práticas de problemas vividos pelas empresas, o que o levou a escrever o livro “Previsão de demanda – o básico que você precisa saber”.


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