No processo de compras é preciso tomar cuidado com os custos não aparentes.

Num iceberg somente uma pequena parte dele está visível; a maior parte está sob as águas. O mesmo acontece no processo de aquisição de um produto e, eventualmente, em um serviço. O TCO (Total Cost of Ownership) inclui todos os custos relacionados com a aquisição, o a utilização e a disposição no final de sua vida útil.

As empresas de ponta usam este conceito na tomada de decisão para aquisição de um produto. As empresas que não utilizam este conceito permitem que os outros custos sejam repassados para outras áreas, mascarando a eficácia da área de Compras, um dos mais importantes elos dentro do Supply Chain Management ou SCM, mas prejudicando os resultados da empresa.

O TCO considera os custos de aquisição, os custos da utilização e os custos os custos do descarte do produto.

Os custos de aquisição devem incluir frete, entrega, instalação (se for o caso) e testes, entre outros.

Os custos da utilização devem incluir o custo da energia, da manutenção, do treinamento, etc.

Até um passado recente ninguém se preocupava com o descarte do produto no final de sua vida útil; atualmente a empresa pode incorrer em várias penalidades custosas caso o descarte não seja adequadamente considerado. Assim, é preciso que estes custos também sejam considerados no modelo do TCO.

Após ter todos os custos mapeados ao longo do tempo eles são trazidos a valor presente líquido e é tomada a decisão quanto àquele que menos onera a empresa ou àquele que traz um maior retorno, ambos utilizando a taxa de retorno interna definida pela empresa que está adquirindo o produto.

Para a empresa como um todo não adianta jogar custos para as outras áreas. Eles aparecerão de qualquer modo. Utilize um processo adequado de tomada de decisão, como o TCO.

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SOBRE O AUTOR:

Vladimir de Lima

Vladimir , cofundador da MUPE, tem grande experiência nas áreas operacionais e de gestão em empresas de nacionais e multinacionais, conseguindo impactantes reduções de custos de aquisição e de custos com pessoal através da implantação de processos mais racionais. Também é um entusiasta do treinamento através de abordagens práticas de problemas vividos pelas empresas, o que o levou a escrever o livro “Previsão de demanda – o básico que você precisa saber”.


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